A hipófise (glândula pituitária) é uma glândula de 8mm de diâmetro localizada na parte central da base do crânio. Embora seja muito pequena, seu desempenho correto regula o desenvolvimento e funcionamento do corpo humano. Em alguns casos de disfunção desta glândula, a origem do problema pode ser um tumor de hipófise.

O que é tumor de hipófise?

Também chamado de adenoma, o tumor de hipófise é considerado raro e, em sua maioria, é benigno. Os adenomas de hipófise representam cerca de 15% dos tumores intracranianos e apenas 0,1% dos casos é maligno.

O adenoma pode secretar hormônios hipofisários, sendo que o tipo de hormônio vai depender do local onde estiver localizado. “Se a hipófise secretar o hormônio do crescimento em excesso pode ocasionar acromegalia ou gigantismo, enquanto sua ausência pode levar ao nanismo. Se liberada em excesso, a prolactina desencadeia lactação não relacionada à gestação. O excesso de cortisol pode levar ao surgimento da doença de Cushing, que pode gerar aumento de peso, estria, e ainda favorecer o desenvolvimento de hipertensão, diabete, entre outras comorbidades”, explica o neurocirurgião Dr. Arthur Cukiert, especializado em cirurgia de hipófise.

Não há causa específica para o desenvolvimento do tumor de hipófise, mas 10% dos casos podem estar relacionados a mutações genéticas.

Principais sintomas do tumor de hipófise

1. Dor de cabeça (cefaleia);
2. Alteração visual (perda da visão periférica e até cegueira);
3. Excesso ou falta de um ou mais hormônios, desencadeando anemia, baixa massa óssea, dislipidemia com aumento de LDL e triglicérides, hipoglicemia, infertilidade, alteração menstrual, diminuição da libido, ganho de peso, diabetes, ansiedade, insônia, entre outros sintomas;

Como tratar um tumor de hipófise?

Assim como em outras doenças, as disfunções hipofisárias podem ser tratadas de forma medicamentosa e/ou cirúrgica. A cirurgia é a única indicação efetiva para estes tumores, exceto quando há secreção de prolactina, sendo o recomendado extrair a massa tumoral e manter a glândula pituitária. “O ideal é que o neurocirurgião remova o que causa a anormalidade sem danificar o organismo. É possível que alguém viva sem a glândula-mãe, mas seria necessário repor todos os hormônios, o que é extremamente desconfortável”, conta Dr. Arthur.

O especialista orienta que os exames de rotina sejam realizados periodicamente. Desta forma, se houver qualquer anormalidade é possível detectá-la no início, antes que se agrave.

 

Este conteúdo não substitui a orientação do especialista. Para esclarecer quaisquer dúvidas e realizar diagnósticos, consulte o seu médico.

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