Dificuldade para pegar no sono e para dormir a noite inteira, acordar antes da hora e não conseguir voltar a dormir. Essas são rotinas comuns de quem sofre de insônia, distúrbio que quando ocorre de forma crônica, pode gerar diversas consequências ruins à saúde.

De forma geral, existem três tipos de insônia: a inicial se trata de quando a pessoa tem dificuldade para começar o sono; na insônia de manutenção, a pessoa deita e dorme, mas acorda muito durante a noite e na hora de levantar está bastante cansada; e o despertar precoce, que a pessoa deita e dorme rápido, mas desperta antes do horário que deveria levantar.

“O sono tem papel fundamental para nossa saúde. Exerce função reparadora e de fortalecimento no sistema imunológico, ajudando a prevenir ou combater doenças cardiovasculares, hipertensão, falta de memória e depressão. Além disso, a pessoa que dorme mal sofre de irritabilidade, mau humor, e baixa produtividade, que prejudicam a vida social e profissional”, esclarece Dra. Juliana Amm Diniz, neurologista especializada em medicina do sono e membro da Clínica Cukiert.

A causa do distúrbio pode estar atrelada a ansiedade, estresse, medicamentos, hábitos comportamentais, excesso de cafeína, depressão etc, por isso, o diagnóstico precisa ser realizado com o suporte de um neurologista. “Nós conversamos bastante com o paciente para entender suas atividades diárias porque nem sempre a origem da insônia pode ser diagnosticada por meio de exames. Eles ocorrem quando há necessidade de uma investigação aprofundada, em que podemos contar, por exemplo, com o auxilio de uma polissonografia – procedimento não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral”, explica a médica.

Segundo Dra. Juliana, o mais comum é a insônia ser tratada com medidas comportamentais, chamada de terapia de higiene do sono, e pode incluir ações como:

• Estabelecer horários regulares de sono para dormir e acordar;
• Não ir para a cama sem sono e tentar adormecer;
• Não se preocupar com a hora de ir dormir durante todo o dia;
• À noite, não ficar controlando o passar das horas no relógio;
• Diminuir a ingestão de estimulantes próximo ao horário de dormir, tais como café, cigarro, chá preto, bebidas à base de cola, chocolate, guaraná. Se for o caso, consumir esses alimentos de 4 a 6 horas antes de deitar;
• Praticar atividade física durante a manhã ou até às 18h (no máximo);
• Não assistir televisão e/ou não utilizar celular e tablets antes de dormir;
• Evitar tomar banho próximo do horário de deitar, se isso te deixar em estado de alerta;
• Jantar alimentos leves até duas horas antes de dormir;
• Não consumir bebida alcoólica à noite;
• Evitar excesso de líquidos antes de deitar;
• Manter o quarto organizado, arejado, escuro e silencioso.

Quando estas medidas não resolvem o problema, o neurologista poderá prescrever medicamentos de acordo com o diagnóstico.

A médica destaca que é importante recorrer ao especialista antes de a insônia desencadear as consequências citadas acima, pois como todos os problemas de saúde, quanto antes descobrirmos a causa, melhores serão as respostas ao tratamento.

Este conteúdo não substitui a orientação do especialista. Para esclarecer quaisquer dúvidas e realizar diagnósticos, consulte o seu médico.

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