Dor do lado direito da cabeça, do lado esquerdo, em cima dos olhos, na parte de trás, sensação de estar com um “capacete”… Existem mais de 200 tipos de cefaleias, popularmente chamadas de dores de cabeça, com sintomas diferentes ou semelhantes, sendo alguns mais prevalentes e com grande interferência na execução de atividades cotidianas de quem sofre com elas. Para te ajudar a identificar algumas delas, nós conversamos com o neurologista da Clínica CukiertDr. Eduardo Lia David, que explicou suas características.

1. Enxaqueca
“A enxaqueca (também conhecida como migrânea) é de longe o tipo mais comum, sendo responsável por quase 60% de todas as cefaleias, com predominância no sexo feminino devido a fatores genético-hormonais”, destaca Dr. Eduardo.

Elas geralmente se apresentam como dor unilateral (de um lado só da cabeça), latejante, de intensidade moderada a severa, que pode se agravar com atividade física. Além disso, náusea e/ou vômito; sensibilidade à luz (fotofobia), ao som (fonofobia) e a odores fortes (osmofobia), também podem se somar aos sintomas da enxaqueca.

A periodicidade das crises pode variar de uma a cada três meses até quatro vezes por semana. Dr. Eduardo acrescenta que “em alguns pacientes, após muito tempo desde a primeira crise, ela pode até se transformar em cefaleia crônica diária, também conhecida como enxaqueca transformada”.

Em casos crônicos (mais de 15 dias por mês com a dor, com ocorrência em meses sequentes), o tratamento deve envolver terapias multidisciplinares com uso de drogas preventivas e para a contenção de crises, com orientação para mudanças de hábitos alimentares e de comportamentos em geral que possam ser gatilhos da dor. Dentre as inovações medicamentosas para a enxaqueca crônica está a aplicação de Toxina Botulínica A, substância que ajuda a inibir os sinais de dor enviados ao cérebro. A aplicação é injetável em pontos estabelecidos na cabeça, pescoço e região cervical, por neurologista especialista na doença e na aplicação.

2. Cefaleia tensional
Ansiedade, cansaço, estresse emocional ou mental, má alimentação, excesso de exercícios físicos, má postura e repouso insuficiente podem ser alguns dos causadores da cefaleia tensional.

Seus sintomas associados à dor de cabeça na frente, topo ou laterais da cabeça, que também podem aparecer em forma de pressão, especialmente no final do dia, são: dificuldade de concentração; dificuldade para dormir e/ou continuar dormindo; dores musculares; fadiga crônica; irritabilidade; e sensibilidade à luz ou ruído.

No caso da cefaleia tensional, além do uso de medicamentos, atividades que promovam o relaxamento físico e emocional são bem-vindas, tais como ioga, massagem, exercícios aeróbicos, e assim por diante.

3. Cefaleia cervicogênica
Diferente das dores de cabeça citadas anteriormente, a cefaleia cervicogênica tem como característica principal a alteração cervical, ou seja, na região da nuca ou do pescoço, que pode ser originada a partir de uma doença na região (hérnia de disco e osteoartrose, por exemplo), ou alguma contratura, tais como problemas posturais e torcicolo.

Esses problemas podem sobrecarregar a região da nuca, do pescoço e dos ombros levando à contratura muscular e, assim, desencadeia a cefaleia. É comum a tensão muscular também ser gerada por estresse, preocupação e ansiedade.

Para tratar a cefaleia cervicogênica é preciso agir na origem do problema. Por exemplo, se for caso de má postura, fisioterapia e RPG podem ser algumas opções aliadas às medicações analgésicas e relaxantes musculares.

4. Cefaleia em salvas
Ainda sem causa bem definida, mas com base em estudos e análises clínicas, a cefaleia em salvas tem sido atribuída em maior escala a pessoas que fazem uso do tabaco e de bebidas alcoólicas.

Acometendo mais homens do que mulheres, os principais sinais da cefaleia em salvas são dor unilateral (de um só lado da cabeça) muito intensa (incapacitante), nariz entupido do mesmo lado da dor, queda da pálpebra (sensação de olho caído) e suor no rosto.

Dr. Eduardo orienta que “independentemente de qual seja o tipo de dor de cabeça, é preciso ficar atento à frequência dela, pois em caso de recorrência (faz o indivíduo tomar mais de três comprimidos por semana, por exemplo), é necessário procurar um neurologista especialista no problema para investigar e tratar adequadamente”.

Por aqui lembramos que a automedicação sem orientação médica agrava a dor de cabeça em longo prazo.

Este conteúdo não substitui a orientação do especialista. Para esclarecer quaisquer dúvidas e realizar diagnósticos, consulte o seu médico.

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