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Neuroendocrinologia | Trabalhos em Congressos

RESULTADOS DA CIRURGIA PARA LESÕES DA REGIÃO SELAR: Destaques de uma série de 1000 pacientes

Cukiert A, Liberman B, Goldman J, Nogueira KC, Huayllas MC, Rossi-Silva ME, Jacob RS, Burattini JA, Santos PPML, Seda Jr LF, Câmara RLB, Lopes LFPG.

Departamentos de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo - SP e Clínica Neuroendócrina de São Paulo - SP

Objetivos: Apesar dos recentes avanços no tratamento clínico dos adenomas hipofisários, a cirurgia é considerada a opção de tratamento de primeira linha na maioria dos pacientes com adenomas não-secretores e secretores de ACTH, GH ou TSH. Além disso, 10 a 15% dos pacientes com prolactinomas que são considerados refratários ao tratamento com agonistas dopaminérgicos são também candidatos cirúrgicos. Este trabalho relata o prognóstico e achados técnicos derivados de uma série de 1000 pacientes com lesões selares submetidos à cirurgia.

Métodos: Mil pacientes com lesões selares submetidos à cirurgia entre 1992 e 2004 no Hospital Brigadeiro e Clínica Neuroendócrina foram estudados. Foram 471 pacientes com adenomas não-secretores; os pacientes com adenomas secretores foram:171 de GH, 147 de ACTH, 51 de prolactina , 4 de TSH e 4 de FSH. Foram também incluídos 65 pacientes com craniofaringeoma, 33 com meningeoma e 54 com outras lesões. Os adenomas foram classificados de acordo com o tamanho (em macro ou microadenoma ) e invasividade conforme definido pelos achados de IRM de alta resolução. Quatro por cento dos pacientes foram submetidos a procedimentos transcranianos; 96% foram tratados através de acesso transesfenoidal.

Resultados: Oitenta e cinco por cento dos pacientes com microadenoma não-invasivo secretor de GH entraram em remissão endocrinológica após a cirurgia; o mesmo ocorreu em 56% daqueles com macroadenoma não-invasivo secretor de GH e também em 4% daqueles com adenoma invasivo (macro ou micro) secretor de GH. Setenta e oito por cento dos pacientes com microadenoma não-invasivo secretor de ACTH entraram em remissão após a cirurgia, o mesmo acontecendo com 54% daqueles com macroadenoma não-invasivo secretor de ACTH; entretanto, nenhum dos pacientes com adenoma invasivo (micro ou macro) secretor de ACTH entrou em remissão após a cirurgia. Remoção radical foi viável em 82% dos pacientes com adenomas hipofisários não-secretores.

Discussão: Resultados cirúrgicos em pacientes com adenomas hipofisários são mais freqüentemente relacionados com a invasividade do tumor de acordo com a definição dada pela IRM do que com o seu tamanho. O acesso transesfenoidal permanece como a melhor rota cirúrgica; novos avanços técnicos como neuroendoscopia e navegação intraoperatória estão incluídos no arsenal cirúrgico, mas as técnicas microcirúrgicas permanecem na base do procedimento. Fechamento do assoalho selar e fistula liqüórica foram levados a cabo recentemente por meio do uso de cola de fibrina isoladamente, sem necessidade de reconstrução do assoalho selar.