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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

RMN e EEG INTERCRÍTICO NA LOCALIZAÇÃO DE FOCOS EPILÉPTICOS TEMPORAIS

Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Cassio Forster, Viviane Ferreira, Leila Frayman.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia, Hospital Brigadeiro e Clínica de Diagnóstico e Terapêutica das Epilepsias de São Paulo.

Os refinamentos diagnósticos da última década permitiram individualizar um subgrupo de pacientes portadores de epilepsia temporal que possuem história clínica monomorfa (convulsões febris lateralizadas, período de latência, reinício das crises parciais autonômicas e complexas com distonia unilateral), associada a esclerose mesial temporal (EMT) à RMN e EEGs intercrítico e crítico ipsilaterais à RMN e que respondem muito bem ao tratamento cirúrgico. Do ponto de vista prático, nenhum paciente é operado hoje contralateralmente à EMT vista à RMN, independente dos resultados obtidos no EEG. Resultados obtidos com eletrodos de profundidade em pacientes com EEG de superfície dúbio apontam sistematicamente para as lesões anatômicas vistas à RMN. Vinte pacientes epilépticos adultos portadores de epilepsia temporal refratária com história clínica típica, vários EEGs intercríticos unilaterais ao longo dos anos e RMN e neuropsicológico congruentes foram submetidos à cortico-amígdalo-hipocampectomia sob eletrocorticografia. Não houve morbi/mortalidade cirúrgica. Dezenove pacientes estão sem crises (Engel I) e 1 está em classe II de Engel. Estes resultados são similares aqueles obtidos em uma série de pacientes semelhantes onde a investigação pré-operatória envolveu video-monitorização de crises. Nesta seleta população de pacientes, parece não haver necessidade do registro de múltiplas crises para a obtenção de bons resultados cirúrgicos.