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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

AMÍGDALO-HIPOCAMPECTOMIA APÓS RESSECÇÕES CORTICAIS TEMPORAIS LIMITADAS

Ferreira VB, Cukiert A, Forster C, Frayman L, Ferreira VB, Machado E, Buratini JA, Sousa A, Argentoni M, Vieira J.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Ressecções temporais são as mais frequentemente utilizadas no tratamento das epilepsias refratárias. No entanto, a técnica a ser utilizada bem como a extensão da ressecção variam entre os diversos grupos. Este estudo relata a re-operação de pacientes com epilepsia do lobo temporal submetidos a pequenas ressecções corticais em outros serviços.

Material: Quatro pacientes com epilepsia do lobo temporal unilateral foram estudados. Todos já haviam sido submetidos a ressecções corticais em outros serviços. Em todos houve uma pequena ressecção cortical restrita basicamente ao polo temporal, sem ressecção das estruturas mesiais. Em 3, a RMN após a primeira cirurgia mostrava esclerose mesial temporal ipsilateral à ressecção e em 1 era normal. Os pacientes com esclerose mesial foram submetidos à cortico-amígdalo-hipocampectomia sob anestesia geral; aquele com RMN normal foi submetido ao implante com eletrodos subdurais e a seguir à amígdalo-hipocampectomia e ressecção neocortical temporal-posterior.

Resultados: Todos os pacientes encontram-se sem crises desde a cirurgia. Não houve morbidade cirúrgica.

Discussão: Em pacientes com esclerose mesial, pequenas ressecções corticais não são suficientes. Não incluir as estruturas mesiais nestas condições é erro técnico. Nos pacientes com RMN normal, o estudo com eletrodos implantados é necessário para a melhor delimitação da área epileptogênica e ressecções polares serão ineficientes na maioria das vezes.