T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12° and. Cj. 21
São Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

FAQ - Frequently Asked Questions ou Questões mais frequentes

Está página tem a intenção de proporcionar informações básicas sobre epilepsia e crises, ao público em geral. Não tem a intenção de substituir uma avaliação médica cuidadosa. Mudanças no tratamento não devem ser realizadas sem antes consultar seu médico. Em caso de dúvidas ou de questões que não estejam disponíveis nesta relação, entre em contato conosco. Envie um e-mail para acukiert@uol.com.br

Epilepsia é uma condição neurológica que de tempos em tempos produz breves distúrbios na função elétrica do cérebro. A função normal do cérebro é realizada por meio de milhões de descargas elétricas passando entre as células nervosas e para todas as partes do corpo. Quando alguém tem epilepsia, este padrão normal pode ser interrompido por descargas de energia elétrica que são muito mais intensas que o usual. Elas podem afetar a consciência da pessoa, os movimentos corporais ou as sensações, por um curto período de tempo.

Essas mudanças físicas são chamadas de crises epilépticas. As descargas atípicas de energia podem ocorrer em apenas uma área do cérebro (crises parciais) ou pode afetar células nervosas de todo o cérebro (crises generalizadas). As funções cerebrais normais não retornam até que as descargas elétricas cessem. As condições no cérebro que produzem esses episódios podem estar presentes desde o nascimento ou elas podem desenvolver-se mais tarde devido a traumas, infecções, anormalidades estruturais do cérebro, exposição a agentes tóxicos ou por razões ainda desconhecidas.

Muitas doenças ou traumas graves podem afetar o cérebro de forma a produzir uma crise. Quando as crises persistem por razões desconhecidas ou por causa de um problema de base que não pode ser corrigido, essa condição é chamada de epilepsia. A epilepsia afeta pessoas de todas as idades, todas as nacionalidades e todas as raças. Epilepsia também ocorre em animais, incluindo, cães, coelhos e ratos.

Crises são sintomas de epilepsia. Epilepsia é uma tendência subjacente do cérebro a produzir descargas súbitas de energia elétrica que perturba outras funções cerebrais. Ter uma única crise, não significa necessariamente que a pessoa tem epilepsia. Febres altas, traumas cranianos graves, falta de oxigênio e outros fatores podem afetar o cérebro e causar uma única crise. A epilepsia, por outro lado, é uma condição que afeta o sistema delicado que governa a energia elétrica gerada no cérebro, tornando-o susceptível a crises recorrentes.

Neurologistas, neuropediatras, pediatras, neurocirurgiões e médicos em geral podem tratar a epilepsia. Cuidados especializados para pessoas com epilepsia de difícil controle podem ser encontrados em grandes centros médicos, clínicas neurológicas e universidades.

Não. A epilepsia não é contagiosa. Você não pode pegar epilepsia de alguém e ninguém poderá pegá-la de você.

A primeira crise em uma criança ou um adulto que nunca teve uma crise antes deve ser acompanhada por uma avaliação médica cuidadosa. Ela auxiliará o médico a decidir qual o tratamento recomendado: remédios para prevenir novas crises ou simplesmente acompanhamento médico sem medicação. O fator mais importante para se iniciar um tratamento com medicações nos casos de crise única é a possibilidade de ocorrência de novas crises. Os médicos usam tanto os testes diagnósticos como a avaliação cuidadosa da crise em si para determinar qual a possibilidade de o paciente ter mais crises no futuro. Idade, história famíliar e causas possíveis de crise são fatores que devem ser considerados. Questões não médicas, tais como a eventual perda da licença para direção de automóveis, ou preocupações com o impacto no trabalho podem também influir na decisão.

Aproximadamente sete entre dez pessoas com epilepsia não têm uma causa conhecida. Para o restante, a causa pode ser qualquer uma de uma relação de coisas que podem fazer alguma diferença no modo como o cérebro trabalha. Por exemplo, traumas cranianos ou falta de oxigênio durante o parto podem prejudicar o delicado sistema elétrico do cérebro. Outras causas incluem tumores cerebrais, condições genéticas (como esclerose tuberosa), envenenamento com chumbo, problemas no desenvolvimento cerebral durante a gestação e infecções como a meningite ou a encefalite. Epilepsia é mais frequente na infância, mas pode desenvolver-se em qualquer época da vida. Aproximadamente 50 por cento dos casos iniciam-se na infância, particularmente na primeira infância ou por volta da adolescência. Outro período de relativa alta incidência é na idade acima dos 65 anos.

Se você pensa que você ou alguém que você ama pode ter tido uma crise, é importante discutir isso com seu médico, dizendo-lhe o que aconteceu. Guarde um registro da frequência do episódio, a hora do dia em que ocorreu e os detalhes do acontecimento. Fornecendo ao médico essas informações, você irá ajudá-lo a determinar se o que você está descrevendo pode ser um tipo de epilepsia.

A ferramenta principal do médico no diagnóstico da epilepsia é a história médica cuidadosa com as várias informações possíveis sobre o que a crise parecia e o que aconteceu exatamente antes dela ocorrer. A segunda maior ferramenta é o eletroencefalograma (EEG). Esta é uma técnica que registra as ondas cerebrais através de eletrodos sobre o couro cabeludo. Sinais elétricos das células cerebrais são registradas como linhas onduladas. As ondas cerebrais durante ou entre as crises podem mostrar um padrão especial que auxilia o médico a decidir se alguém tem ou não epilepsia. Métodos de imagem, como tomografia computadorizada ou a ressonância magnética são usados para investigar as causas da epilepsia tais como os tumores, cicatrizes ou outras condições físicas no cérebro que podem estar causando as crises. Em alguns centros de pesquisa, a imagem da tomografia por emissão de pósitrons (PET) é usada para identificar áreas do cérebro que estão produzindo as crises.

As pessoas com epilepsia podem ajudar a controlar suas crises tomando regularmente a medicação prescrita, mantendo um ciclo de sono regular, impedindo estresses e tendo sempre contato com seu médico. Avaliação médica regular e visitas de seguimento são muito importantes. Entretanto, as crises podem ocorrer mesmo quando a pessoa está fazendo tudo que é necessário.

A epilepsia pode ser tratada com medicação, cirurgia ou com uma dieta especial. Desses tratamentos, a terapia medicamentosa é a mais comum e é usualmente a primeira a ser aplicada. Várias medicações são correntemente utilizadas no tratamento da epilepsia. Essas medicações controlam diferentes tipos de crises. Pessoas que têm mais de um tipo de crises podem ter que tomar mais que um tipo de droga. No entanto, sempre que possível os médicos tentam controlar as crises com uma única droga. Uma droga antiepiléptica (para prevenir crises) não começa a atuar antes de alcançar um certo nível no organismo e este nível deve ser mantido. É importante seguir as instruções médicas de modo cuidadoso tais como quando e quanto da medicação deve ser tomada. O objetivo é manter o nível sanguíneo alto o suficiente para prevenir as crises, mas não tão alto que cause sonolência excessiva ou outro efeito colateral desagradável.

A dieta cetogênica, que é feita de níveis altos de gordura e pobre em carboidratos, foi desenvolvida 80 anos atrás. Ela faz o corpo queimar a gordura para produzir energia, ao invés de usar a glicose. A dieta foi usada para prevenir crises em crianças, mas caiu em desuso com o desenvolvimento de novas medicações. Há alguns anos atrás, pelos esforços de um produtor de Hollywood – Jim Abrahams, cujo filho Charlie foi ajudado pela dieta, e o contínuo compromisso de pais e médicos entusiamados que acreditavam em seu potencial, a dieta cetogênica retornou como um tratamento quando as crises da infância são de difícil controle. Mais pesquisas estão sendo feitas para se saber sobre as razões subjacentes para o efeito positivo da dieta.

Quando monitorada cuidadosamente por uma equipe médico-familiar, a dieta ajuda uma entre três crianças que são tratadas e pode diminuir marcadamente o número crises. Isso requer muita precisão e mudanças no tipo de alimentos que as crianças comem. Isto também pode ser administrado adicionando um tipo especial de óleo numa dieta padrão. É uma dieta estrita e exige um enorme esforço de toda a família. A dieta cetogênica não é do tipo "faça você mesmo". É uma forma de tratamento sério que, como outras terapias para epilepsia, tem alguns efeitos colaterais que têm que ser muito observados. Até o presente, a dieta cetogênica tem sido usada basicamente em crianças, mas pesquisas estão sendo feitas para avaliar seu potencial no tratamento também para os adultos.