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Neuroendocrinologia | Trabalhos em Congressos

TOPOGRAFIA DOS ADENOMAS PITUITÁRIOS SECRETORES DE ACTH DETECTÁVEIS À RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NUCLEAR

Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Bernardo Liberman, Fernando Pimentel, Jayme Goldman, Marcia Nery , Mirta Knoepfelmacher, Luis R. Salgado.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP.

O advento da ressonância magnética aumentou em muito nossa capacidade para detecção pré-operatória de microadenomas hipofisários. No entanto, na Doença de Cushing, algo em torno de 20 a 40% dos pacientes possuem RMN não conclusiva. Estudamos a topografia dos tumores hipofisários dos últimos 20 pacientes consecutivos portadores de doença de Cushing e cujos tumores eram visíveis à RMN. A sela foi dividida em três compartimentos básicos: 2 laterais e um mediano. Doze pacientes possuíam microadenomas e 8 macroadenomas (40%). Dos pacientes portadores de microadenomas, 3 localizavam-se no compartimento lateral direito, 7 no esquerdo e somente 2 no compartimento mediano. Dos macroadenomas, 6 ocupavam toda a sela (3 compartimentos) e 2 ocupavam 2 compartimentos contíguos. Em 3 macroadenomas havia sinais radiológicos de invasão de seio cavernoso. Os achados sugerem que a prevalência de macroadenomas no Cushing é maior do que relatado nos estudos pré-ressonância. Microadenomas raramente encontram-se colocados no compartimento mediano, quando comparados com aqueles presentes nos compartimentos laterais. Estes dados não apoiam a realização de ressecções em cunha mediana após exploração negativa da glândula.