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Neuroendocrinologia | Trabalhos em Congressos

FECHAMENTO SELAR EM CIRURGIA TRANSESFENOIDAL (NOTA TÉCNICA)

Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Luis R. Salgado, Marcia Nery, Jayme Goldman, Mirta Knoepfelmacher, Fernando Pimentel, Bernardo Liberman.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP.

O acesso transesfenoidal tem sido o preferido para a abordagem cirúrgica de tumores da região selar como também de muitos tumores com expansão supraselar. Desde a introdução do microscópio cirúrgico neste tipo de procedimento, várias técnicas para o fechamento dos planos cirúrgicos têm sido utilizadas: reconstrução do assoalho com material autólogo (cartilagem, osso, músculo, gordura etc), colas biológicas e não biológicas, redes de material absorvível ou não, antibióticos em grão etc. Nos últimos 50 casos utilizamos a seguinte estratégia para o fechamento selar de nossos casos:1- Em pacientes onde não ocorre fístula liquórica, realizamos hemostasia com pequenas quantidades de surgicel; não reconstruímos o assoalho selar com nenhum tipo de material; não preenchemos o seio esfenoidal com nenhum material, antibiótico ou não. Exceção é feita aos pacientes com extensos tumores com expansão supra-selar e onde o diafragma selar hernia abaixo do nível do assoalho selar após a retirada do tumor, quando então preenchemos a sela com surgicel/gelfoam para evitar eventual dobramento do aparato óptico; 2- Em pacientes onde ocorre fístula liquórica, realizamos o fechamento da mesma através da colocação de surgicel, gordura, músculo, músculo/fascia (todos obtidos da região da fáscia lata) e cola não biológica e sem formaldeído, nesta ordem, além de realizarmos drenagem lombar por 5 dias. Não preenchemos o seio esfenoidal com nenhum tipo de material. Não foram observadas complicações com este tipo de fechamento. Em um paciente ocorreu sinusite esfenoidal pós-operatória. A técnica padronizada acima é bastante simples e não necessita da remoção de estruturas como o septo nasal para sua realização.