T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12° and. Cj. 21
São Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

Neuroendocrinologia | Trabalhos em Congressos

APOPLEXIA SUB-CLÍNICA EM TUMORES PITUITÁRIOS

Mario S.D. Andrioli, Arthur Cukiert, Luis R. Salgado, Marcia Nery, Jayme Goldman, Mirta Knoepfelmacher, Fernando Pimentel, Bernardo Liberman.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP.

Apoplexia pituitária aguda é fenômeno relativamente raro, mesmo em macroadenomas. No entanto, a presença de áreas necro-hemorrágicas intratumorais nestes tumores que não se relacionam a qualquer sintomatologia aguda parece ser bem mais frequente do que se imaginava na era da tomografia. Com o advento da ressonância magnética estas áreas podem ser facilmente diagnósticas pré-operatoriamente. Dentre os 60 últimos macroadenomas operados e examinados com RMN, 15 possuíam áreas apopléticas sub-clínicas em seu interior. Doze destes tumores eram não secretores, 2 secretores de GH e um de prolactina. O quadro clínico incluiu, além daqueles correspondentes à eventual secreção endócrina, perda visual progressiva (sem história de piora abrupta ou rápida) (n=12) e cefaléia (n=3). Após a remoção cirúrgica destes tumores e decompressão do aparato óptico, obtivemos melhora visual em 9 pacientes e em 3 a visão permaneceu inalterada. A cefaléia desapareceu em 2 casos. A presença de áreas apopléticas parece relacionar-se mais ao tamanho do tumor do que ao seu caráter secretor ou não, o que é compatível com a provável natureza (insuficiência vascular) da apoplexia subclínica nestes casos. O grau de melhora visual parece relacionar-se mais ao grau de acometimento campimétrico pre-operatório e ao grau de palidez papilar do que (quando se consegue descompressão quiasmática) ao grau de acometimento visual isoladamente, como ocorre nos casos de apoplexia aguda.