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Neuroendocrinologia | Trabalhos em Congressos

APOPLEXIA EM MACROADENOMAS PITUITÁRIOS SEGUIDA DE CURA ENDOCRINOLÓGICA

Mirta Knoepfelmacher, Angelo Jacomossi, Luciana Barros, Patricia Apfelbaum, Luis R. Salgado, Fernando Pimentel, Arthur Cukiert, Bernardo Liberman, Marcia Nery, Jayme Goldman.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo-SP e Disciplina de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da USP.

A apoplexia pituitária é fenômeno relativamente raro e mais frequente em macroadenomas do que em microadenomas. Pode ou não ocorrer redução do tumor mas a cura endocrinológica espontânea é bastante rara. Relatamos 2 casos de pacientes com macrotumores pituitários secretores que sofreram apoplexia e curaram. CASO I : P.P. , de 22 anos, era portadora de doença de Cushing diagnosticada clínica e radiologicamente. A RMN mostrava macroadenoma com pequena expansão supra-selar, deslocando a pituitária superiormente. Enquanto aguardava cirurgia, teve episódio de cefaléia súbita e vômitos, após o que evoluiu com remissão endócrina. Como a RMN ainda sugerisse presença de tumor, realizou exploração pituitária por via transesfenoidal, onde foram encontrados somente fragmentos necróticos, sem tumor viável. A paciente persiste em remissão 1 ano após o episódio ictal. CASO II : M.S.L., 27 anos, portador de acromegalia e RMN mostrando macroadenoma com expansão supra-selar e intraesfenoidal. Durante a realização de teste com LHRH apresentou intensa cefaléia e vômitos, sem alteração do quadro visual. TC e RMN demonstraram apoplexia pituitária, sendo então tratado com glicocorticóides. Evoluiu com diabetes insipidus que reverteu em algumas semanas. RMN seriadas demonstraram a redução ampla progressiva do tumor. Os níveis de GH pré-apoplexia eram de 500 ng/ml e de IGF-1 de 1271 ng/ml. Após 9 meses, os níveis de GH são de 0,8 ng/ml e de IGF-1 de 526 ng/ml. Apesar de rara, cura após apoplexia de macrotumores pode ocorrer.