T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12° and. Cj. 21
São Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

SÍNDROME DE DESCONEXÃO AGUDA TRANSITÓRIA EM CALOSOTOMIAS MAXIMIZADAS

Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Secções calosas cada vez mais extensas têm sido utilizadas no tratamento das epilepsias generalizadas secundárias (EGS). Síndromes de desconexão calosa definitivas não ocorrem quando o esplênio é poupado. No entanto, pacientes submetidos a secções calosas parciais ou maximizadas demonstram fenômenos transitórios compatíveis com a desconexão aguda. O presente estudo relata os tipos e sequência temporal destes fenômenos em pacientes submetidos à calosotomia de 90%.

Material: Quinze pacientes submetidos à calosotomia maximizada (90%) portadores de EGS refratária foram estudados. Todos realizaram RMN pós-operatória para controle da extensão da secção.

Resultados: Não havia lesão outra que não a secção calosa na RMN pós-operatória. Seis pacientes apresentaram algum sintoma sugestivo de desconexão aguda. Em todos eles os sintomas não duraram mais de 2 semanas. Quatro pacientes apresentaram incontinência urinária (duração 2-4 dias); 6 apatia (duração 2-12 dias), 4 ataxia de marcha (duração de 4-8 dias), 1 afasia (12 dias) e 2 heminegligência esquerda (4-6 dias). Não houve nenhum paciente com desconexão visuo-motora.

Discussão: Apesar de transitórios, sintomas agudos compatíveis com desconexão podem ser percebidos nos pacientes submetidos a secções calosas. A ocorrência dos mesmos não influencia o resultado da cirurgia ou a melhora cognitiva presenciados nestes pacientes no seguimento pós-operatório.