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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

SINCRONIA BILATERAL SECUNDÁRIA DEVIDO A LESÕES FRONTO-MESIAIS: UM ESTUDO COM ELETRODOS INVASIVOS
RELATO DE CASO

Viviane Ferreira, Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Podem ocorrer dificuldades na localização de focos nas epilepsias frontais. Isto ocorre principalmente naqueles pacientes que possuem RMN normal. Este estudo relata paciente com displasia não visível à RMN e sincronia bilateral secundária.

Relato de Caso: EJT, de 16 anos de idade, iniciou com crises aos 8 anos. As crises eram breves episódios noturnos que incluíam automatismos tais como pedalar e boxear. A freqüência das crises era de 4-10 por noite. EEG mostrou raras descargas na convexidade frontal direita e intensa sincronia bilateral secundária não localizatória. A RMN era normal. SPECT ictal sugeriu um foco frontal lateral direito. Ela foi implantada com eletrodos subdurais cobrindo a convexidade frontal e superfície mesial bilateralmente. Registros ictais mostraram início das crises na superfície fronto-mesial direita. O mapeamento da área motora foi realizado através de estimulação elétrica. Ela foi submetida à uma ressecção frontal 1,5 cm a frente da área motora. Está sem crises desde a cirurgia. Estudo anátomo-patológico encontrou uma área de 4 mm de displasia cortical.

Discussão: Estudos invasivos são necessários para permitir a localização adequada para o tratamento cirúrgico das epilepsias em pacientes com focos frontais e RMN normais. A despeito da maior complexidade, os resultados quanto às crises podem ser excelentes após o tratamento cirúrgico.