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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

RESULTADOS CIRÚRGICOS EM PACIENTES COM EPILEPSIA REFRATÁRIA ASSOCIADA À ESCLEROSE MESIAL UNILATERAL OPERADOS SEM REGISTRO VÍDEO-ELETROENCEFALOGRÁFICO

Ferreira VB, Cukiert A, Forster C, Frayman L, Ferreira VB, Machado E, Buratini JA, Sousa A, Argentoni M, Vieira J.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: A epilepsia refratária do lobo temporal representa o maior número de casos operados desta patologia. O vídeo-eletroencefalograma foi considerado o padrão-ouro na época pré-ressonância magnética (RM). Com o aparecimento da RM, um número crescente de decisões cirúrgicas têm sido baseadas em métodos de imagem. Este estudo relata os resultados cirúrgicos obtidos em uma série de pacientes avaliados pré-operatoriamente por meio de RM e eletroencefalograma intercrítico.

Métodos: Cem pacientes adultos portadores de epilepsia refratária do lobo temporal foram estudados. Todos possuíam RM mostrando claramente esclerose mesial temporal unilateral. Todos possuíam crises parciais complexas com automatismos. Oitenta e três por cento possuíam crises parciais simples. Sessenta e seis pacientes possuíam EEG intercrítico unilateral e 34 possuíam descargas bitemporais independentes. Todos foram submetidos à cortico-amígdalo-hipocampectomia sob anestesia geral e eletrocorticografia.

Resultados: 91% dos pacientes estão sem crises. Os 9 pacientes restantes estão em Engel II. Não houve morbi/mortalidade cirúrgica.

Discussão: Os resultados cirúrgicos desta série são comparáveis aqueles por nós obtidos com uma população similar submetida à monitorização com vídeo-EEG. Nestes pacientes, monitorização vídeo-eletroencefalográfica intensiva parece ser desnecessária. O diagnóstico de pseudo-crises persiste como a maior indicação de vídeo-EEG nesta população. Vídeos obtidos pelos próprios familiares também podem ser úteis nesta diferenciação.