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ClĂ­nica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

RESULTADOS CIRÚRGICOS DE RESSECÇÕES CORTICAIS ENVOLVENDO A ÁREA MOTORA SUPLEMENTAR (AMS) NO TRATAMENTO DE EPILEPSIAS REFRATÁRIAS

Forster C, Cukiert A, Frayman L, Ferreira VB, Machado E, Buratini JA, Sousa A, Argentoni M, Vieira J.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Ressecções frontais têm sido utilizadas no tratamento de casos selecionados de epilepsia refratária. As ressecções necessárias para tornar o paciente livre de suas crises são em geral de maiores dimensões do que aquelas utilizadas nas epilepsias temporais. A ressecção da AMS tem sido relacionada a uma maior morbidade pós-operatória. Este estudo descreve nossa experiência com ressecções corticais que incluíram a AMS no tratamento de epilepsias refratárias frontais.

Material: Dezesseis pacientes submetidos à ressecção da AMS foram estudados. Em 4, houve ressecção seletiva da AMS (grupo I) e em 12 houve ressecção adicional de cortex extra-AMS (grupo II). Todos os pacientes do grupo I foram operados à esquerda; 11 pacientes do grupo II foram operados à direita e 1 à esquerda. A idade média à cirurgia foi de 24 anos (4-42); a frequência média de crises de 2x/dia (1x/semana- 10x/dia) e o tempo médio de seguimento foi de 20 meses (3-48).

Resultados: O estudo anatomo-patológico demonstrou no grupo I displasias (n=1), gliose (n=2) e oligodendroglioma (n=1) e no grupo II, gliose (n=2), neurocisticercose (n=1), displasia (n=6), DNET (n=1), ganglioglioma (n=1) e oligodendroglioma (n=1).Três pacientes do grupo I e 11 pacientes do grupo II estão sem crises; 1 paciente de cada grupo encontra-se em Engel II (1 com displasia; 1 com gliose). Não ocorreram alterações neurológicas pós-operatórias de duração maior que 10 dias.

Discussão: Ressecções de AMS podem ser necessárias isoladamente ou dentro do contexto de ressecções frontais mais extensas. A despeito de sua proximidade da área motora primária, deficits motores permanentes são raros e os pacientes deixam o Hospital assintomáticos em sua maioria.