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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

RESULTADOS CIRÚRGICOS DAS QUADRANTECTOMIAS POSTERIORES EM EPILEPSIA REFRATÁRIA

Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Síndromes epilépticas originárias do quadrante posterior, incluindo os lobos occipital, parietal e temporal posterior são bastante raras. Oferecem grande desafio em termos de localização e da determinação da quantidade de tecido a ser ressecado. A RMN tem mostrado lesões associadas a estas epilepsias, mas estas são frequentemente inespecíficas. Este estudo relata a experiência com quadrantectomias posteriores em epilepsia refratária.

Material: Oito pacientes submetidos a quadrantectomia posterior foram estudados. Todos os pacientes eram adultos e o tempo de seguimento pós-operatório variou de 0,5 a 3 ½ anos (m=1,2). Cinco pacientes possuíam crises parciais simples visuais e todos possuíam crises parciais complexas. O procedimento consistiu de ressecção ampla da convexidade occipto-parieto-temporal posterior e hipocampectomia por via posterior.

Resultados: O estudo anátomo-patologico demonstrou gliose em 5 pacientes, ganglioglioma em 1 e oligodendroglioma em 2. Sete pacientes estão sem crises desde a cirurgia, e 1 encontra-se em classe II de Engel.

Discussão: Quadrantectomias posteriores são procedimentos ablativos amplos. São realizados em pacientes com extensas áreas lesionais no quadrante posterior. O resultado cirúrgico parece ser semelhante aqueles obtidos em lesionectomias diversas. A hipocampectomia por via posterior é preconizada para evitar o espraiamento anterior das descargas.