T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12° and. Cj. 21
São Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE EPILEPSIA

Leila Frayman, Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Cassio Forster, Viviane Ferreira.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia, Hospital Brigadeiro e Clínica de Diagnóstico e Terapêutica das Epilepsias de São Paulo.

INTRODUÇÃO: Epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso é uma condição que interfere direta e negativamente na qualidade de vida dos pacientes, dificultando-lhes principalmente a integração social. O tratamento cirúrgico tem se mostrado eficaz no controle das crises em casos refratários, ocupando um lugar importante no tratamento das epilepsias.

OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida de pacientes epilépticos, antes e após o tratamento cirúrgico.

MÉTODO: Através de um questionário sobre qualidade de vida adaptado do QOLIE-10, foram avaliados 12 indivíduos epilépticos adultos, operados consecutivamente durante o ano de 1997. O questionário com 10 perguntas, envolvendo aspectos psico-sociais e relacionados às drogas antiepilépticas, foi respondido no período pré-cirúrgico e repetido num intervalo médio de 8 meses após a cirurgia.

RESULTADOS: Na comparação do período pré-cirúrgico com o período pós-cirúrgico, observamos diferenças estatisticamente significantes em 70% das perguntas, mostrando melhora de aspectos psico-sociais após a cirurgia. As relações estatisticamente não significantes (30% das perguntas) referiam-se aos efeitos da medicação (não alterada após a cirurgia) e aos problemas de memória que incomodavam muito pouco antes e após a cirurgia.

CONCLUSÃO: A melhora na qualidade de vida é o objetivo final do tratamento cirúrgico das epilepsias refratárias. Mesmo em amostragem pequena e seguimento curto, já é possível demonstrar os efeitos benéficos da cirurgia na qualidade de vida destes pacientes.