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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

PARADIGMAS PARA A IMPLANTAÇÃO LOBAR E MULTILOBAR COM ELETRODOS INVASIVOS EM EPILEPSIA REFRATÁRIA

Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: A introdução da RMN na prática clínica possibilitou uma dramática redução no número de pacientes epilépticos que necessitam submeter-se a implantes de eletrodos no manejo pré-operatório. No entanto, o implante de eletrodos persiste como padrão-ouro nos casos em que a RMN é normal ou mostra mais de uma lesão epileptogênica. Este estudo relata os paradigmas utilizados no implante destes eletrodos nas principais síndromes epilépticas refratárias.

Material: Dez pacientes implantados consecutivamente foram estudados. As síndromes epilépticas mais comumente submetidas ao implante de eletrodos podem ser divididas em 5 básicas: bifrontal, bitemporal, quadrante posterior, hemisféricas e de convexidade. Nas bifrontais, utilizamos 192 eletrodos subdurais, 96 em cada hemisfério; 64 na convexidade e 32 mesiais em cada lado. Nos bitemporais, utilizamos 64 eletrodos (32 em cada lado), cobrindo o neocortex temporal do parahipocampo ao giro temporal superior. Na síndrome do quadrante posterior, utilizamos 96 eletrodos, sendo 64 na convexidade temporo-parieto-occipital e 32 no temporal anterior e médio. Nas síndromes hemisféricas, utilizamos 160 eletrodos, sendo 64 na convexidade e superfície mesial frontal, 64 na convexidade temporo-parieto-occipital e 32 no temporal anterior e médio. Nas síndromes de convexidade, utilizamos 64 eletrodos, centrados no sulco de Rolando. Todos os pacientes recebem antibioticoterapia profilática durante todo o período de implantação.

Resultados: Em todos os pacientes foi possível localizar adequadamente a área epileptogênica bem como mapear o cortex eloquente quando necessário. Não houve infecção cirúrgica. Nove pacientes foram operados. Oito estão sem crises e 1 apresenta crises esporádicas.

Discussão: Podem ser estabelecidos paradigmas técnicos básicos para o implante de eletrodos invasivos. Bons resultados cirúrgicos podem ser obtidos mesmo nestes casos mais complexos.