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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

NEUROFISIOLOGIA INVASIVA DA LESÃO DUPLA NA EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL

Cassio Forster, Arthur Cukiert, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: A RMN é frequentemente capaz de detectar lesões, tais como a esclerose mesial temporal, responsáveis pela epilepsia do lobo temporal. Mais raramente, a RMN mostra duas lesões temporais potencialmente epileptogênicas. Nesta situação, discute-se a necessidade ou não de remover ambas ou somente uma destas lesões. Este estudo relata a neurofisiologia invasiva de paciente com dupla lesão temporal.

Material: FS, de 34 anos, possuía CPS autonômicas e crises parciais complexas com automatismos há 3 anos. Seu EEG mostrava foco temporal esquerdo e RMN mostrava cavernoma de uncus e esclerose mesial temporal esquerda. Foi submetido à cirurgia guiada por eletrocorticografia (ECoG) sob anestesia geral.

Resultados: Após a abertura dural, foi realizada ECoG basal, que mostrou descargas ocupando todo o neocortex temporal anterior e médio. Após a remoção do córtex e abertura do corno temporal, expos-se o cavernoma e o hipocampo. Nova ECoG mostrou descargas a partir da região do cavernoma e do hipocampo de maneira independente, bem como descargas síncronas. Após a ressecção do cavernoma, ECoG cobrindo o hipocampo remanescente mostrou descargas a partir do mesmo. Após a hipocampectomia, desapareceram todas as descargas anormais. O paciente encontra-se sem crises desde a cirurgia.

Discussão: Neste caso de dupla lesão foi possível determinar a multifocalidade das descargas. Caso esta seja a situação na maioria dos casos de dupla lesão temporal, sugere-se que dupla-lesionectomia seja o procedimento mais indicado nestes pacientes.