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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA HETEROTOPIA NODULAR PERIVENTRICULAR (HNP) UNILATERAL ASSOCIADA À EPILEPTOGÊNESE FOCAL

Cassio Forster, Arthur Cukiert, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: A HNP é rara e frequentemente bilateral. Graças a sua característica difusa, a epileptogênese não é geralmente focal e os resultados cirúrgicos são pobres nesta população. Este estudo descreve um paciente com HNP unilateral onde epileptogênese focal pode ser demonstrada.

Material: AM, de 32 anos, iniciou com crises aos 8 anos. As crises eram parciais simples autonômicas e complexas com automatismos de braço direito e paresia de braço esquerdo (frequência= 1x / dia). EEGs ictais e interictais demonstraram a presença de foco temporal direito. RMN mostrou nódulos periventriculares acompanhando todo o ependima à direita, incluindo os cornos temporal, frontal, occipital e o átrio.

Resultado: Ela foi submetida à cortico-amígdalo-hipocampectomia guiada por ECoG sob anestesia geral. A cirurgia incluiu ressecção extensa do hipocampo e giros fusiforme e parahipocampal restando, no entanto, nódulos periventriculares posteriores (corno occipital). Ela apresenta 1 crise por mês após a cirurgia (9 meses de seguimento).

Discussão: Síndromes epilépticas difusas tais como a HNP podem apresentar epileptogênese focal. Os resultados cirúrgicos são mais pobres que aqueles obtidos em pacientes com esclerose mesial e melhores na HNP unilateral do que na bilateral. A despeito disto, ressecções amplas da área epileptogênica na HNP unilateral são bastante eficazes no controle total ou redução importante da frequência das crises destes pacientes.