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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

ESCLEROSE MESIAL TEMPORAL UNILATERAL APÓS INSULTO SISTÊMICO COMO ETIOLOGIA DE EPILEPSIA REFRATÁRIA DO LOBO TEMPORAL

Cukiert, A.; Andrioli, M.S.D.; Caner-Cukiert, A.C.; Forster, C. e Frayman, L.

Clínica de Diagnóstico e Terapêutica das Epilepsias e Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP, Brasil

OBJETIVOS: A esclerose mesial temporal é o principal substrato anatomo-patológico envolvido na epilepsia refratária do lobo temporal. O presente estudo relata a ocorrência de esclerose mesial lateralizada em paciente vítima de insulto sistêmico não relacionado à convulsão febril. A esclerose mesial temporal é o principal substrato anatomo-patológico envolvido na epilepsia refratária do lobo temporal. O presente estudo relata a ocorrência de esclerose mesial lateralizada em paciente vítima de insulto sistêmico não relacionado à convulsão febril.

MÉTODOS: CB, uma criança previamente normal, desenvolveu coma hiperosmolar após intercorrência em cirurgia abdominal aos 6 anos de idade. Após 3 meses iniciaram-se crises parciais simples e complexas em frequência ascendente e refratárias. Ele realizou investigação pré-operatória para epilepsia aos 13 anos de idade. Registros eletroencefalográficos de superfície ictais e interictais mostraram anormalidades temporais esquerdas. TC crânio antigo, próximo ao insulto sistêmico já sugeria atrofia do lobo temporal. RMN demonstrou esclerose mesial temporal. Testagem neuropsicológica mostrou deficit de memória verbal e este paciente apresentou o padrão passa-ipsi/falha contralateralmente no teste de amytal sódico. CB, uma criança previamente normal, desenvolveu coma hiperosmolar após intercorrência em cirurgia abdominal aos 6 anos de idade. Após 3 meses iniciaram-se crises parciais simples e complexas em frequência ascendente e refratárias. Ele realizou investigação pré-operatória para epilepsia aos 13 anos de idade. Registros eletroencefalográficos de superfície ictais e interictais mostraram anormalidades temporais esquerdas. TC crânio antigo, próximo ao insulto sistêmico já sugeria atrofia do lobo temporal. RMN demonstrou esclerose mesial temporal. Testagem neuropsicológica mostrou deficit de memória verbal e este paciente apresentou o padrão passa-ipsi/falha contralateralmente no teste de amytal sódico.

RESULTADOS: Ele foi submetido a uma cortico-amígdalo-hipocampectomia e está sem crises desde então. Os achados anátomo-patológicos são de esclerose mesial. Ele foi submetido a uma cortico-amígdalo-hipocampectomia e está sem crises desde então. Os achados anátomo-patológicos são de esclerose mesial.

CONCLUSÕES: Os dados obtidos neste paciente sugerem que, ao menos neste caso, a esclerose mesial temporal está possivelmente relacionada à causa da epilepsia e não à presença de crises recorrentes. Os dados obtidos neste paciente sugerem que, ao menos neste caso, a esclerose mesial temporal está possivelmente relacionada à causa da epilepsia e não à presença de crises recorrentes.