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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL POSTERIOR DOMINANTE
RELATO DE CASO

Argentoni M, Ferreira VB, Cukiert A, Forster C, Frayman L, Ferreira VB, Machado E, Buratini JA, Sousa A, Vieira J.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: A epilepsia mesio-límbica é a forma mais comum de epilepsia temporal refratária. No entanto, a epilepsia temporal neocortical também pode ser refratária. No hemisfério dominante, a epilepsia neocortical temporal pode envolver a área de Wernicke, necessitando mapeamento adicional. Este estudo relata paciente com epilepsia neocortical temporal posterior de hemisfério dominante.

Relato de caso: MEC, 38 anos, possuía crises desde os 7 anos de idade. As crises eram parciais simples (zumbidos) e parciais complexas com automatismos bimanuais. Ela havia sido submetida à pequena ressecção neocortical temporo-polar esquerda em outro serviço. EEG interictal demonstrou descargas temporais anteriores e médias à esquerda. Registros ictais foram não localizatórios. RM foi normal exceto pela ressecção temporo-polar prévia. Foi submetida a implante subdural com cobertura ampla da convexidade fronto-temporal esquerda. O início ictal era no giro temporal médio superior posterior, imediatamente à frente da área de Wernicke. A estimulação do giro temporal superior posterior deu origem às crises parciais simples típicas (zumbidos). Foi submetida à corticectomia temporal média e posterior esquerda deixando a veia de Labbe esqueletizada e amígdalo-hipocampectomia total. Encontra-se sem crises desde a cirurgia. Não houve disfasia pós-operatória.

Discussão: Epilepsias neocorticais temporais estão mais frequentemente associadas a RM normal do que as epilepsias mesio-límbicas. A maioria delas necessitará de neurofisiologia invasiva para elucidação diagnóstica.