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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS DISPLASIAS CORTICAIS

Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: As displasias corticais representam importante etiologia da epilepsia refratária, especialmente na infância. Com o advento da RMN, elas podem ser mais precisamente estudadas. Os resultados cirúrgicos das displasias eram bastante pobres nos estudos iniciais. Nas séries mais recentes, estes resultados têm sido bastante melhores devido ao melhor conhecimento da fisiopatologia da doença e melhor estudo de sua anatomia. Este estudo relata a experiência com o tratamento cirúrgico das displasias na era da RMN.

Material: Dezoito pacientes portadores de displasias corticais e submetidos à cirurgia foram estudados. A idade variou de 2 a 40 anos (m=10,2) e o tempo de seguimento pós-operatório de 0,5 a 3 ½ anos (m=1,2). Cinco pacientes possuíam displasias temporais esquerdas; 2 temporais direitas, 2 frontais esquerdas, 6 frontais direitas, 2 parietais esquerdas e 1 hemisférica direita. Todos os pacientes foram submetidos à cirurgia sob anestesia geral e ECoG. A tática cirúrgica envolveu sempre que possível a ressecção completa da displasia e da área epileptogênica.

Resultado: Ressecção completa da displasia e área epileptogênica foi possível em 15 pacientes. Dezesseis pacientes (incluindo os 3 com ressecção parcial da displasia) estão sem crises após a cirurgia. Dois pacientes estão em classe II de Engel.

Discussão: A melhor compreensão da fisiopatologia da síndrome epiléptica associada às displasias e uma tática cirúrgica mais abrangente melhoraram dramaticamente os resultados cirúrgicos nestes pacientes. Os resultados aproximam-se hoje daqueles obtidos em outros tipos de lesionectomia (ao redor de 90% de remissão das crises).