T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12° and. Cj. 21
São Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

CONTROLE DAS CRISES EPILÉPTICAS APÓS CIRURGIA PARA DISPLASIA CORTICAL EM CRIANÇAS

A Cukiert, JA Burattini, JO Vieira, PP Mariani, C Baise, C Baldauf, M Argentoni, L Frayman, VA Mello, L Seda, RLB Camara, PRS Mendonça.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia, Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A displasia cortical (DC) representa uma importante etiologia da epilepsia refratária na população pediátrica. Relatos pré-RNM sugeriam que a cirurgia para DC obtinha resultados ruins quando comparada à cirurgia para outras lesões. Nós relatamos uma série de pacientes pediátricos com DC diagnosticados e tratados na era da RNM.

MATERIAL: Cinqüenta e uma crianças com DC submetidas à cirurgia foram estudadas. A idade variou de 9 meses a 16 anos (média de 9,6 anos) e o tempo de acompanhamento de 9 meses a 7 anos (média de 2,9 anos). Todas as crianças foram submetidas a RNM de alta resolução e EEG interictal. Nenhuma delas necessitou de registros de vídeo-EEG prolongado. No geral, 25 pacientes tinham DC focal, 22 displasia extensa e 4 hemisférica. Houve 20 pacientes com DC no lobo temporal, 23 no frontal e 4 com displasia unilateral difusa.

RESULTADO: EEG inter-ictal foi localizatório em 33 de 51 pacientes. Lesionectomia foi realizada em 48 e hemisferectomia em 3 pacientes. ECoG intraoperatória foi realizada em 29 pacientes. Quarenta e cinco pacientes ficaram livres de crises e 6 foram classificados como Engel II no pós-operatório.

CONCLUSÕES: O resultado no controle das crises após cirurgia das DC é similar aquele obtido em outras lesionectomias. Visto que a DC é raramente uma lesão circunscrita, preferem-se ressecções extensas, até mesmo em pacientes com lesões aparentemente focais (como no tipo Taylor). A despeito do fato que a ECoG poderia ser usada para definir a margem de ressecção, a ressecção é usualmente limitada por achados vasculares e funcionais e não pelos seus resultados. A ECoG é provavelmente dispensável na maioria dos pacientes.