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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

CALCIFICAÇÕES EM LESÕES COM COMPONENTE DISPLÁSICO

Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Cassio Forster, Viviane Ferreira, Abram Topjewski, Joao Guidugli, Leila Frayman.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia, Hospital Brigadeiro; Neuropediatria e Patologia, Hospital Albert Einstein e Clínica de Diagnóstico e Terapêutica das Epilepsias de São Paulo.

Lesões displásicas têm sido cada vez mais frequentemente diagnosticadas pré-operatoriamente, em especial após a introdução da RMN. Calcificações intracranianas não são comuns nestas lesões, sendo mais frequentes em patologias neoplásicas de evolução lenta (especialmente oligodendrogliomas) ou infecciosas. O presente estudo relata a ocorrência de calcificações associadas a lesões contendo componente displásico. Três pacientes portadores de epilepsia refratária operados foram estudados. Caso I: 14 anos, lesão hemisférica e calcificação frontal periventricular, submetido a hemisferectomia funcional. A porção frontal calcificada desta lesão hemisférica possuía caráter hamartomatoso, circundada por áreas de displasia convencional. Caso II: 4 anos, lesão calcificada parietal parasagital, submetida a lesionectomia com margens guiada por eletrocorticografia. Esta lesão parietal envolvia basicamente o giro parietal superior e encontrava-se dentro de um contexto de displasia somente. Caso III: 4 anos, lesão frontal calcificada de convexidade e periventricular, submetida a lesionectomia com margens guiadas por eletrocorticografia. Esta lesão frontal fazia parte de lesão dupla, onde coexistiam displasia cortical e DNET, sendo que a calcificação permeava ambos distúrbios. Não existia nenhuma particularidade clínica que pudesse diferenciar estes casos onde existiam calcificações daqueles onde elas não existiam. Os casos I e III estão sem crises e o caso II em grau II de Engel. Calcificações são raras mas podem ocorrer em lesões com componente displásico. Apesar de aparentemente serem mais comuns em pacientes com dupla lesão, podem ocorrer em pacientes com displasia isolada e não possuem caráter prognóstico.