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Clínica de Epilepsia | Trabalhos em Congressos

ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR APÓS CIRURGIA DE EPILEPSIA BEM SUCEDIDA

Michele Cukiert, Arthur Cukiert, Cassio Forster, Leila Frayman, Viviane Ferreira, Elcio Machado, Jose Augusto Buratini, Alcione Sousa.

Serviço de Cirurgia de Epilepsia do Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo SP.

Introdução: Epilepsia refratária pode causar sério prejuízo psico-social nos pacientes. Cirurgia para epilepsia bem sucedida leva à melhora efetiva da qualidade de vida na maioria dos casos. Este estudo relata um efeito adverso desta cirurgia bem sucedida na dinâmica familiar de alguns pacientes.

Material: Cem pacientes consecutivos submetidos à cirurgia para epilepsia e que estavam sem crises desde a mesma foram estudados. Quarenta pacientes eram crianças (< 12 anos) e 60, adultos. Todos foram submetidos a ressecções corticais guiadas por ECoG.

Resultados: Melhoria na qualidade de vida individual foi notada em 92% dos casos. Seis famílias procuraram espontaneamente o Serviço de Psicologia para suporte psicológico. Em todas estas famílias, o paciente tratado era adulto. Nenhuma família onde a criança fora tratada procurou ajuda. A piora na dinâmica familiar relatada por estas famílias dizia sempre respeito aos novos papeis solicitados pelos indivíduos operados e sem crises dentro da própria família.

Discussão: A minoria das famílias estudadas necessitou de suporte familiar. No entanto, graus variados de piora na relação intrafamiliar podem ter ocorrido com outros indivíduos. Psicoterapia familiar pode ser útil em muitos destes casos. Este tipo de deterioração da dinâmica familiar parece ser mais prevalente nas famílias onde o indivíduo operado foi um adulto.