T. 11 3846.3272 / 3846.3273 | contato@cukiert.com.br
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 247 - 12¬į and. Cj. 21
S√£o Paulo/SP - Brasil - CEP 04544-000

Epilepsia | Tratamento médico

Tratamento medicamentoso das epilepsias

Por mais de oitenta anos, o tratamento mais efetivo para pessoas com epilepsias ou crises de uma maneira geral foi a utiliza√ß√£o de medica√ß√Ķes que previnem as crises, chamadas de medica√ß√Ķes anti-convulsivantes ou anti-epilepticas. Se por um lado as medica√ß√Ķes n√£o curam as epilepsias, por outro elas tornam possivel a muitas pessoas com crises levar uma vida normal, ativa e completamente livre das crises. Outros podem continuar a ter crises, mais ou menos frequentemente. Caso as medica√ß√Ķes n√£o sejam efetivas, outros m√©todos de tratamento podem ser utilizados. Em crian√ßas, a dieta cetog√™nica (que inclui altas taxas de gordura, poucos carboidratos e uma restri√ß√£o ao numero de calorias) pode ser prescrita pelo m√©dico. Para algumas pessoas, cirurgia pode ser recomendada ou ent√£o um um tratamento atrav√©s do implante de aparelhos que enviam sinais el√©tricos diretamente para o c√©rebro.

A medicação correta

Sempre que poss√≠vel, os m√©dicos tentam prevenir as crises com uma medica√ß√£o √ļnica, a chamada monoterapia. Algumas pessoas podem necessitar mais de um tipo de medica√ß√£o (a chamada politerapia) para atingir o controle de suas crises. Quando seleciona uma medica√ß√£o, o m√©dico ir√° considerar o tipo de crise que voc√™ tem. Nem todas as medica√ß√Ķes funcionam para todos os tipos de crises. O m√©dico tamb√©m ir√° considerar como as medica√ß√Ķes podem afet√°-lo. As pessoas reagem de maneira individual √†s medica√ß√Ķes, da mesma maneira que elas reagem de maneira diferente √† qualquer subst√Ęncia que entra em seu corpo. Uma pessoa pode ter efeitos colaterais enquanto a outra n√£o os possui. Tudo isso significa que os m√©dicos ter√£o, ou poder√£o tentar diversas medica√ß√Ķes na tentativa de encontrar aquela que seja a melhor para voc√™. Com tanta variabilidade entre as pessoas, pode levar algum tempo para que se possa adequar as medica√ß√Ķes a cada um dos indiv√≠duos. Uma das maneiras que os m√©dicos utilizam-se para saber quanta medica√ß√£o voc√™ necessita (e para garantir que ela n√£o esteja em demasia) √© atrav√©s da mensura√ß√£o das mesmas em seu sangue. Algumas medica√ß√Ķes atingem um ponto efetivo que √© capaz de prevenir as crises de uma maneira mais r√°pida do que as outras. Saber quanto da medica√ß√£o que voc√™ est√° tomando est√° em seu sangue mostra tamb√©m indiretamente quanta dessa medica√ß√£o est√° chegando ao seu c√©rebro, onde as crises s√£o geradas. Se as crises n√£o est√£o controladas e o n√≠vel da dosagem est√° baixo, a quantidade da medica√ß√£o pode ser aumentada; se a dosagem est√° muito alta, os efeitos colaterais s√£o comuns e a dose pode ser reduzida.

Anticunvilsiovantes

Obviamente, poucas linhas s√£o insuficientes para caracterizar medica√ß√Ķes tal complexas quanto os anticonvulsivantes, no entanto os mesmos podem ser considerados de primeira ou segunda linha, adjuvantes ou novos.

Os anticonvulsivantes de primeira linha s√£o melhor representados pela carbamazepina (Tegretol) e valproato de sodio (Depakene, Valpakine). Eles est√£o indicados como de primeira escolha nas crises chamadas parciais ou generalizadas, respectivamente. Os medicamentos principais de segunda linha s√£o a difenilhidanto√≠na (Hidantal, fenito√≠na), o fenobarbital (Gardenal) e a primidona (Mysoline, Primidona). S√£o utilizados quando os de primeira linha n√£o podem ser utilizados (em alergias, por exemplo) ou quando os mesmos n√£o surtem o efeito desejado. Medicamentos chamados de benzodiazep√≠nicos s√£o denominados adjuvantes. N√£o devem ser utilizados isoladamente para o controle das crises, mas muitas vezes, em conjunto com medica√ß√Ķes de primeira linha podem ter excelentes efeitos. Os principais representantes s√£o o clonazepan (Rivotril) e o clobazan (Urbanil, Frisium). As novas medica√ß√Ķes foram desenvolvidas em laborat√≥rio para diminuir os eventuais efeitos colaterais das medica√ß√Ķes de primeira linha ou tentar atuar nas subst√Ęncias do c√©rebro que supostamente s√£o as causadoras das crises. As principais s√£o a lamotrigina (Lamictal), o gama-vinil-gaba (Sabril) e a oxcarbamazepina (Trileptal). Apesar de novas medica√ß√Ķes, no momento n√£o conseguiram superar em uso as medica√ß√Ķes de primeira linha.

Dosagem Plasm√°tica (sangue) de anticonvulsiovantes

Muitas vezes, quando ocorrem efeitos colaterais das medica√ß√Ķes ou quando n√£o conseguimos o controle das crises, pode ser necess√°rio dosar a quantidade de drogas no sangue. Isto √© realizado por meio de uma coleta convencional de amostra de sangue. Esta dosagem pode orientar o m√©dico quanto √†s eventuais necessidades de modificar para mais ou para menos a quantidade das medica√ß√Ķes.

Efeitos colaterais

Como ocorre com todos os rem√©dios, as medica√ß√Ķes anti-epil√©pticas podem ter tanto os efeitos desejados no controle das crises quanto efeitos indesej√°veis. Alguns desses efeitos s√£o dose-dependentes e ocorrem somente quando uma pessoa est√° tomando n√≠veis elevados da medica√ß√£o. Outros efeitos colaterais podem ocorrer independentes da dose e alguns podem ser do tipo alergico, como uma vermelhid√£o cut√Ęnea. Os efeitos colaterais tendem a ser mais comuns quando do in√≠cio da utiliza√ß√£o de uma medica√ß√£o ou quando existe uma grande modifica√ß√£o em sua dose. Estes efeitos colaterais iniciais podem desaparecer depois de alguns dias. Conv√©m lembrar que a maioria das pessoas n√£o possuem efeitos colaterais com o uso de medica√ß√Ķes anti-convulsivantes.

Os efeitos colaterais são mais comuns quando uma droga está sendo introduzida ou uma grande mudança na dosagem é feita. Esses efeitos podem desaparecer após alguns dias. A maioria das pessoas não têm efeitos colaterais. Quando você começa a usar uma medicação, pergunte ao seu médico sobre os efeitos colaterais que podem ocorrer, sua gravidade e quando eles devem ser comunicados. Se ocorrerem efeitos colaterais, discuta-os com seu médico. Esses efeitos podem variar, dependendo da medicação.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem: sonol√™ncia, fadiga, n√°usea, dist√ļrbios visuais e eup√ß√Ķes cut√Ęneas. Algumas medica√ß√Ķes podem afetar as emo√ß√Ķes, os n√≠veis de atividade (incluindo hiperatividade), mem√≥ria ou o desempenho das crian√ßas na escola. V√°rias drogas para epilepsia podem ter efeitos espec√≠ficos em outros √≥rg√£os do corpo, tal como no f√≠gado e nas c√©lulas sangu√≠neas. Esses efeitos podem ser monitorados pelo seu m√©dico.

Outros medicamentos

Quando algu√©m est√° tomando v√°rias medica√ß√Ķes, pode haver uma intera√ß√£o entre as drogas. A intera√ß√£o de drogas pode aumentar ou diminuir os efeitos da medica√ß√£o no seu organismo. Por exemplo, algumas drogas antiepil√©pticas e p√≠lulas anticoncepcionais podem interagir, tornando menor o efeito da p√≠lula.

Mulheres portadoras de epilepsia que pretendem usar pílulas anticoncepcionais devem discutir com seu médico essa possibilidade.

Para impedir outros efeitos indesej√°veis com a intera√ß√£o de drogas, fale sempre ao seu m√©dico, dentista e farmac√™utico sobre outros medicamentos que voc√™ est√° utilizando. Quando estiver comprando ou usando medica√ß√Ķes sem receita m√©dica, √© uma boa id√©ia checar com o farmac√™utico sobre a possibilidade de ocorrer intera√ß√£o de drogas.

Genéricos

Muitas medica√ß√Ķes antiepil√©pticas s√£o vendidas em duas formas: com nome gen√©rico ou com nome comercial. As medica√ß√Ķes com nomes comerciais s√£o feitas por uma companhia espec√≠fica. As medica√ß√Ķes gen√©ricas s√£o frequentemente produzidas por diferentes companhias.

A qu√≠mica, tanto nos comerciais como nos gen√©ricos √© exatamente a mesma. A maneira pela qual eles s√£o absorvidos pelo seu est√īmago ou processados pelo seu corpo pode, no entanto, ser diferente. Isto pode afetar a quantidade de medicamento que voc√™ precisa. Se o farmac√™utico perguntar-lhe qual medica√ß√£o que voc√™ prefere, nome gen√©rico ou comercial, √© uma boa id√©ia verificar com seu m√©dico a forma da droga que ser√° melhor para voc√™.

Gravidez

Toda mulher tem de 2-3% de risco de ter um filho com defeito. Entretanto, este risco é maior em mulheres com epilepsia (estimado em torno de 4-6%). Fatores genéticos e o uso de drogas antiepilépticas podem influenciar esse risco.

Os efeitos da medicação no desenvolvimento de uma criança podem ocorrer mais comumente nas primeiras semanas da gestação, frequentemente antes que a mulher saiba que está grávida. Dessa forma, é melhor para a mulher portadora de epilepsia falar com seu médico sobre seus planos, antes de engravidar. Esta discussão deve ser com o neurologista e com o obstetra/ginecologista.

Para algumas mulheres que planejam engravidar, pode ser apropriado fazer mudan√ßas na medica√ß√£o ou tentar diminuir a medica√ß√£o se elas estiverem bem controladas. Entretanto, isto deve ser feito somente ap√≥s uma discuss√£o cuidadosa com seu m√©dico. Tomar vitaminas durante o pr√©-natal, especialmente o √°cido f√≥lico, antes e durante a gravidez , pode diminuir o risco de defeitos cong√™nitos. Se uma mulher com epilepsia descobre que est√° gr√°vida, ela dever√° notificar imediatamente seu m√©dico, mas n√£o dever√° parar ou alterar sua medica√ß√£o por conta pr√≥pria. A interrup√ß√£o brusca da medica√ß√£o antiepil√©ptica pode causar crises que poder√£o alterar sua vida ou a continua√ß√£o da gravidez. Na maioria dos casos √© improv√°vel que as medica√ß√Ķes sejam interrompidas.

Durante a gravidez, há mudanças no modo como o corpo da mulher processa a medicação. Por esta razão, a dose poderá ser monitorada mais de perto e frequentemente ajustada. Se por um lado a gravidez representa uma preocupação especial para mulheres portadoras de epilepsia, mais de 90% daquelas que engravidam dão à luz crianças normais e saudáveis.

Crianças

Muitas crian√ßas que t√™m a primeira crise n√£o s√£o medicadas com drogas antiepil√©pticas. Entretanto, se suas crises continuam, a medica√ß√£o geralmente √© prescrita. Para crian√ßas, bem como para adultos, o objetivo do tratamento √© reduzir o n√ļmero de crises, se poss√≠vel. a nenhuma, com o m√≠nimo de efeitos colaterais das drogas.

Avalia√ß√Ķes regulares de crian√ßas com epilepsia s√£o importantes. Como as crian√ßas crescem e aumentam de peso, elas podem necessitar mudan√ßas na quantidade de medica√ß√£o que est√£o tomando. Em consequencia das diferen√ßas no modo como crian√ßas e adultos processam os rem√©dios, √© necess√°rio uma dose relativamente maior de drogas para controlar as crises de uma crian√ßa do que nos adultos. Particularmente na puberdade, quando o corpo da crian√ßa inicia mudan√ßas, pode haver uma necessidade maior de ajuste da medica√ß√£o .

As crian√ßas deveriam ser estimuladas a ter responsabilidade no uso de sua medica√ß√£o antiepil√©ptica. Isto estimula um senso de independ√™ncia e controle e ensina-lhes a tomar a medica√ß√£o no hor√°rio correto. Entretanto, pais ou respons√°veis necessitam ter a certeza de que a medica√ß√£o est√° sendo tomada. Tomar medica√ß√Ķes diariamente pode ser dif√≠cil, mesmo para adultos mais disciplinados.

O uso de uma caixa de acondicionamento semanal de comprimidos, para armazen√°-los e preench√™-la cada semana, pode ser √ļtil na monitoriza√ß√£o do rem√©dio tomado. A verifica√ß√£o peri√≥dica dos frascos de medica√ß√£o poder√° ajudar a confirmar se a prescri√ß√£o est√° sendo seguida regularmente.

Mudan√ßas na freq√ľ√™ncia de crises ou o aparecimento de novos efeitos colaterais, podem ser tamb√©m um sinal de que a medica√ß√£o n√£o est√° sendo tomada adequadamente. Se isto ocorre, pais ou respons√°veis devem rever cuidadosamente se a crian√ßa est√° tomando a medica√ß√£o como foi prescrita.

Crianças que tomam medicação três ou mais vezes por dia podem ter que fazê-lo na escola. Os pais deverão verificar com a administração da escola como essa medicação pode ser tomada. A maioria das escolas pedirão aos pais para enviar um frasco da medicação rotulado para ser guardado na clínica da escola para que a criança pegue a medicação na própria escola.

Os pais, às vezes, preocupam-se com crianças ou adultos jovens que tomam medicação antiepiléptica, acreditando que possam ser mais suscetíveis a tornarem-se viciados em drogas. Não há evidências disto. De fato, a reação mais comum de muitos adolescentes portadores de epilepsia é expressar rebeldia contra os pais, parando de tomar a medicação do que tomando-a em excesso.

Pessoas que interrompem bruscamente a medicação podem experimentar um aumento considerável na gravidade de suas crises. Entretanto, esta reação não é devida a vício, mas à necessidade da medicação para prevenir as crises.

Os idosos

A epilepsia está se tornando um problema comum nos idosos. A maioria das pessoas idosas com crises podem ser tratadas efetivamente com drogas antiepilépticas e continuar a ter uma vida produtiva. Entretanto, o uso de drogas antiepilépticas nos idosos traz problemas especiais e potencialmente graves.

Homens e mulheres idosos podem estar tomando rem√©dios para outros problemas de sa√ļde. H√° um um aumento no risco de que possa haver intera√ß√£o das drogas antiepil√©pticas com essas outras drogas. Assim, √© especialmente importante que os pacientes idosos falem aos seus m√©dicos sobre todas as medica√ß√Ķes que est√£o tomando.

Pacientes idosos podem ser mais sens√≠veis aos efeitos colaterais das drogas, como cambalear ao caminhar ou fadiga. Caso isto ocorra, eles devem ser relatados ao m√©dico ou outro membro da equipe de sa√ļde. Alguns pacientes idosos t√™m dificuldade em tomar regularmente as medica√ß√Ķes. Esquecimento, confus√£o sobre m√ļltiplas medica√ß√Ķes que eles t√™m que tomar ou simples problemas como dificuldade em abrir o frasco, podem estar envolvidos. Isto √© importante para que os familiares ou as pessoas que prestam cuidados sejam alertados sobre esses problemas e ajud√°-los quando necess√°rio.

Existem coisas muito importantes que as pessoas com epilepsia podem fazer para garantir ao seu tratamento a melhor chance de sucesso: tomar regularmente sua medica√ß√£o; saber mais sobre a medica√ß√£o; perguntar ao seu m√©dico ou farmac√™utico informa√ß√Ķes sobre a medica√ß√£o e poss√≠veis efeitos colaterais. Se voc√™ obtiver informa√ß√£o de outras fontes, tais como amigos ou Internet, que cause preocupa√ß√£o, verifique com seu m√©dico ou farmac√™utico.

N√£o mude a dose da medica√ß√£o sem consultar seu m√©dico ou farmac√™utico. Muitas medica√ß√Ķes podem trazer efeitos colaterais. Excesso de medica√ß√£o pode aumentar suas crises!

Seja honesto. Se voc√™ esqueceu de tomar algumas doses ou teve efeitos colaterais, fale. Se voc√™ n√£o for honesto com seu m√©dico, ele ou ela n√£o poder√° ajud√°-lo. N√£o pare a medica√ß√£o abruptamente. Isto pode resultar em um dram√°tico aumento de crises, que poder√° ser perigoso para voc√™. Pergunte ao seu m√©dico o que fazer se voc√™ esquecer a dose da medica√ß√£o. N√£o pense que se voc√™ esqueceu de tomar algumas doses, voc√™ poder√° tom√°-las todas de uma √ļnica vez ou quando sentir que ter√° uma crise. O que voc√™ necessita √© uma certa quantidade de medica√ß√£o, tomada regularmente, para conservar um n√≠vel constante do rem√©dio em seu sangue.

Não tente usar remédios de outras pessoas, mesmo se um amigo disser que para ele estão fazendo bem. Leve o nome da medicação para o seu médico e pergunte-lhe se ela lhe fará bem. Nunca misture grandes quantidades de álcool com a medicação. Pergunte ao seu médico se você pode consumir pequenas quantidades de bebidas alcóolicas.

Seja cuidadoso quando iniciar uma nova medica√ß√£o ou fazendo uma grande mudan√ßa na dose. N√£o dirija at√© voc√™ conhecer como a nova droga ou a diferente dosagem afetar√£o voc√™. Ela pode deix√°-lo sonolento.D√™ √† sua mem√≥ria alguma ajuda se voc√™ tiver problema em lembrar de tomar sua medica√ß√£o. Lembre-se de repor diariamente ou semanalmente a caixinha de comprimidos. Use o despertador do rel√≥gio. Deixe os comprimidos onde voc√™ possa v√™-los sempre e anote no calend√°rio. Tome sua medica√ß√£o ao mesmo tempo que desempenha outras tarefas di√°rias, como por exemplo, escovar os seus dentes ap√≥s √†s refei√ß√Ķes ou antes de deitar-se.

N√£o deixe sua medica√ß√£o terminar. Fa√ßa uma programa√ß√£o para recordar-se at√© que se torne autom√°tico. Compre a medica√ß√£o v√°rios dias antes do seu t√©rmino. Se solicitar sua medica√ß√£o por correio, fa√ßa-o com tempo suficiente pois existe uma demora at√© receb√™-la em casa. Leve medica√ß√£o suficiente quando sair de f√©rias, de forma a estar abastecido at√© seu retorno. Leve uma c√≥pia de sua prescri√ß√£o m√©dica e o n√ļmero de telefone do seu m√©dico. Dessa forma voc√™ pode repor facilmente qualquer rem√©dio.

Conserve toda medicação fora do alcance de crianças pequenas. Conserve a medicação no frasco original, com rótulo identificador e tampa à "prova de crianças". Se estiver usando um porta-comprimidos, conserve-o em lugar seguro se houver crianças por perto. Os avós e outras pessoas devem lembrar-se que as crianças que estão aprendendo a andar podem ser muito curiosas.

Conhe√ßa o nome e a dosagem da sua medica√ß√£o. Tome nota disso, assim voc√™ poder√° lembrar-se sempre. Conserve toda medica√ß√£o antiepil√©ptica longe da luz solar e da umidade. O arm√°rio no banheiro ou sobre o lava-lou√ßas na cozinha n√£o s√£o bons lugares para guard√°-la. Lembre-se de dizer ao seus m√©dicos, dentista e farmac√™utico que voc√™ est√° tomando medica√ß√£o antiepil√©ptica. √Č sempre bom levar com voc√™ os frascos da medica√ß√£o quando for √† consulta m√©dica.

Se voc√™ est√° infeliz com seu n√≠vel decontrole de crises ou est√° tendo problemas com os efeitos colaterais produzidos pela medica√ß√£o, fale com seu m√©dico. Pergunte-lhe sobre outras medica√ß√Ķes ou tratamentos que podem ser mais apropriados a voc√™.

Outros tratamentos

Se a medica√ß√£o n√£o controlar as crises ou se algu√©m √© altamente sens√≠vel aos efeitos colaterais, podem existir algumas outras op√ß√Ķes para serem experimentadas.

A cirurgia para remover parte do cérebro onde as crises são sabidamente originadas ou para interromper a propagação da atividade paroxística de um lado do cérebro para o outro, pode ser uma opção. A cirurgia de epilepsia, como outras formas de tratamento, tem seus riscos e benefícios e há provavelmente, um longo período de testagem antes que a decisão de operar seja feita.

A dieta cetog√™nica pode ser uma op√ß√£o para crian√ßas com crises de dif√≠cil controle. √Č muito rica em gorduras e pobre em carboidratos, com calorias restritas e sem a√ßucar. Para algumas crian√ßas essa dieta faz muito bem, para outras ajuda at√© um certo grau e para outras crian√ßas ela n√£o √© tolerada ou n√£o √© efetiva. J√° que a dieta usa alimentos para produzir mudan√ßas bioqu√≠micas no corpo, isto deve ser prescrito e monitorado por um m√©dico com o aux√≠lio de uma nutricionista e o consentimento da fam√≠lia.

Estimulação elétrica do cérebro pode ser uma terceira opção quando outras formas de tratamento falham. Esta técnica usa uma bateria implantada para levar descargas regulares de energia diretamente ao cérebro através do nervo vago. O dispositivo é programado pelo médico, mas o paciente também pode variar a quantidade de estimulação que ele ou ela necessitar. Como em outros tratamentos, algumas pessoas são mais favorecidas que outras.

Finalmente, há esperança de que as pesquisas levarão a novos tratamentos que ajudarão a todos que têm epilepsia.

Informa√ß√Ķes sobre tipos de cirurgias? Quanto tempo leva a recupera√ß√£o de uma cirurgia de epilepsia? Clique aqui!

Novas terapias para as crises

Nos √ļltimos dez anos surgiram novos horizontes no tratamento das epilepsias.

Desde 1990, a US Food and Drug Administration (FDA) aprovou cinco novas medica√ß√Ķes. A cirurgia de epilepsia tem se aperfei√ßoado. Uma dieta terap√™utica para crian√ßas com crises de dif√≠cil controle est√° sendo usada mais amplamente e com maior sucesso. Duas novas formas para tratar crises prolongadas est√£o agora dispon√≠veis, incluindo terapia domiciliar. E uma nova forma de prevenir crises est√° sendo introduzida.

Medica√ß√Ķes

A primeira das novas drogas aprovadas foi o felbamato (Felbatol), que chegou ao mercado em julho de 1993. Esta droga ajudou várias pessoas, especialmente aquelas com crises parciais e crises relacionadas à síndrome de Lennox-Gastaut. Entretanto, seu uso precisou ser limitado em função de sérios efeitos colaterais.

No fim do ano de 1993 a FDA aprovou a gabapentina (Neurontin) como uma droga coadjuvante no tratamento das crises parciais. No ano seguinte, lamotrigina (lamictal) foi aprovada também para o tratamento das crises parciais. Topiramato (topamax) chegou ao mercado em 1996, seguido pela tiagabina (Gabitril).

Enquanto essas novas drogas eram aprovadas para tratamento de um tipo de crise, as pesquisas continuam para ver se elas s√£o efetivas tamb√©m no tratamento de outras formas de epilepsia. Outras formas da carbamazepina (Tegretol SR e Carbatrol) foram tamb√©m aprovadas nos √ļltimos dois anos. O diazepam em forma de gel retal est√° agora dispon√≠vel para uso em casa, para casos de status epilepticus ou se o m√©dico recomend√°-lo para crises prolongadas. Finalmente, fosfenito√≠na (Cerebyx) foi desenvolvida para tratar status epilepticus em hospitais.

Dietacetogênica

H√° aproximadamente 80 anos atr√°s, um m√©dico inventou uma dieta que "enganava " o organismo para queimar a gordura para retirar energia, ao inv√©s da glicose. A dieta foi usada para prevenir crises em crian√ßas, mas caiu em desuso com o desenvolvimento de novas medica√ß√Ķes. H√° alguns anos atr√°s, pelos esfor√ßos de um produtor de Hollywood ‚Äď Jim Abrahams, cujo filho Charlie foi ajudado pela dieta, e o cont√≠nuo compromisso de pais e m√©dicos entusiamados que acreditavam em seu potencial, a dieta cetog√™nica retornou como um bom tratamento quando as crises da inf√Ęncia s√£o de dif√≠cil controle. Mais pesquisas est√£o sendo feitas para se saber sobre as raz√Ķes subjacentes para o efeito positivo da dieta. Quando monitorada cuidadosamente por uma equipe m√©dica, a dieta ajuda uma entre tr√™s crian√ßas que s√£o tratadas com a dieta.

Estimula√ß√£o Eletr√īnica

A FDA aprovou um novo tipo de terapia em 1997, chamada estimulação do nervo vago. Consiste em um pequeno gerador de pulso programável (um tipo de bateria) que é implantada sob a pele do lado esquerdo do peito com eletrodos que correm sob a pele e são conectados ao nervo vago no pescoço. Os médicos programam o dispositivo para levar pequenas descargas de energia diretamente ao cérebro através do nervo vago. O paciente ou o acompanhante podem usar um imã para estimular o gerador se a crise parecer iminente. Os efeitos colaterais incluem rouquidão e uma mudança na qualidade da voz. Trata-se apenas de tratamento paliativo.

Assim, a √ļltima d√©cada tem produzido muitos avan√ßos no tratamento das crises. O novo s√©culo promete tratamentos mais efetivos e mesmo a cura no futuro.